Logo: O Caderno de Aimé-Adrien Taunay - Histórias, descobertas e percursos
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DIGITALIZAÇÃO E RESTAURO

Digitalização: Reflectografia de infravermelho

Após a conclusão dos trabalhos de conservação e restauro das folhas do caderno de Aimé-Adrien Taunay foram postas as questões sobre a legibilidade do que fora grafado no documento - principalmente o texto escrito em grafite e que se encontrava sob aquele escrito à tinta. Deste modo, foram realizados novos registros fotográficos e obtidas imagens a partir da reflectografia de infravermelho (IRR), por meio do equipamento "Osiris Digital Still Infrared", manipulado pela Profa. Márcia Rizzutto e Jessica Curado.

Cada página do caderno passou por digitalização a partir dessa técnica óptica não-destrutiva, pela qual a imagem observada resulta da conjunção dos fenômenos de reflexão, absorção e transmissão da camada superficial, revelando peculiaridades escondidas.

Os resultados obtidos permitiram gerar imagens nítidas das informações escritas a lápis: tanto nas páginas escritas apenas com lápis quanto nas páginas com sobreposição de tinta e lápis. A partir desse procedimento, a tinta utilizada neste caderno, as manchas, o suporte degradado ficaram "transparentes" e as inscrições e os desenhos à lápis invisíveis ao olho nu, foram revelados.

As imagens de IRR favoreceram a descoberta de um "novo" documento, com desenhos dos locais visitados, e permitiram identificar o texto anotado de forma espontânea durante as andanças do artista no período em que viveu.

realização:
IHF Museu Paulista
parceria:
USP IFUSP - Instituto de Física da USP NAP - FAEPH